Falar do meio Dj é facil, no entanto, deveriamos ter mais Djs documentando o próprio meio
Estava eu surfando pela internet, vendo algumas perolas por ai quando derrepente topo com um post do TIBOR YUZZO, amigo a anos, e colega de profissão. E foi o primeiro cara que vejo do MAINSTREAM, que falow uma verdade que venho cantando a um bom tempo sobre o ” TODO DJ JA SAMBOU” da jornalista Claudia Assef.
Não pelo livro gente, mas que tem algumas coisas que simplesmente passaram batidas no livro. Como se a historia do DJ no Brasil, tivesse somente um lado, uma visão!
Sou sincero q eu fiquei muito PUTO por algumas LACUNAS no livro serem de quem esta vendo por fora a profissão que temos feito de principal fonte de renda de nossas vidas. (isso é pra quem eh dj). Que ela não viveu a coisa pra chegar ao ponto de escrever um livro com 100% de propriedade digamos. No entanto, temos que agradecer e muito a essa jornalista. Pq querendo ou não, ela foi ousada e enchergou uma coisa que MUITOS DO MEIO não veem, que é o fato de IMORTALIZAR NOMES E SITUAÇÕES para uma posteridade. Só acho que esse livro, ou ALGUM LIVRO ou DVD deveria ser feita por pessoas do meio! Vejo video de vários colegas se auto-promovendo, mas contando ALGUMA coisa que seja construtiva, necas. E o comentario do Tibor bate com justamente o que eu penso.
Abaixo o post:
13, março, 2009
Somente ontem tive disposição pra folhear o livro Todo DJ Já Sambou, da jornalista Cláudia Assef, lançado pela editora Conrad.
Digo disposição pois soube que meu nome não havia sido sequer mencionado na publicação, o que confesso me deixou bastante chateado na época, tendo em vista minhas realizações profissionais e minhas relações com muitas das pessoas ali citadas, além de todo o trabalho que venho realizando desde que abandonei as MK2 há cerca de 10 anos.
Enfim, ontem fui ao RS para encontrar um talento promissor que pretendo trabalhar.
A jovem me mostra o livro e diz que não viu meu nome ali.
Fiquei um pouco constrangido e tentei explicar que deve ter sido difícil para a jornalista reunir toda a informação da história, mesmo porque o Brasil era muito grande e com certeza muitas outras pessoas ficaram de fora.
Mas enfim, o meu currículo e a opinião de quem teve a oportunidade de trabalhar comigo nos bastidores da indústria me bastam como credenciais.
Entretando, pra não passar batido, preciso deixar uns comentários:
A jornalista, que surfou na onda alheia e se atreveu a escrever este livro, não conseguiu extrair de quem viveu os bastidores do nascimento da cultura DJ nenhum pensamento que despertasse um raciocínio construtivo para a categoria.
Seu livro é um apanhado de relatos, chegando a ser aguado como as revistas teen que falam da vida alheia.
Veio para entreter. De maneira muito positiva.
Foi ousado o bastante para sentar com pessoas de peso e ignorar as possibilidades de entender o mercado e mostrar que precisamos entender nosso passado, aprender com os erros cometidos e buscar, criar e desenvolver mecanismos de “nacionalização” da profissão DJ em nosso país. E isto me basta como satisfação.
Desculpe Cláudia, não tive intenção alguma de ofender, apenas de me defender.
Afinal, muitas das pessoas que você elege em seu livro eu vi “sambar” quando eu já estava pra me aposentar.
É Tibor, por essas e outras que me senti motivado a ir aos poucos montando o Dj History, pra justamente tentar PREENCHER essas lacunas. E antes que me joguem pedras, entendam, que se o próprio DJ nao fizer NADA pra tentar EDUCAR esse meio, ou os mais novos, a chance de muita gente cair no esquecimento eh GIGANTESCA. E como nao trabalhamos somente pelo dinheiro, e sim por amor a coisa, não sei se seria uma boa escolha, deixar TUDO que vc plantou sua vida inteira, simplesmente cair no buraco do ESQUECIMENTO! E não colaborar pra deixar um mercado com uma pegada mais VERDADEIRA, dos reais motivos que levaram cada um de nós a ser DJ, seria uma enorme cagada, e o mesmo que dar um tiro no próprio pé.
Caro Hunt, esse livro da Claudia já foi lançado a um bom tempo e já vi muitos djs dizerem que tinham lido…Mas se o negócio é nesse pé eu num li ainda, mas confesso que perdi a vontade…posso dizer que sou da media geração entre vocês que são meus idolos e fontes inspiradores e essa mulekada que surgindo por ai sem qualquer base a num ser as babaridades que eles veem na internet…
Sem rasgar seda pois nem eu e nem você precisamos disso, mas digamos a “CARTILHA” para os novos DJS trabalharem com Dignidade com CTZ será o History e por isso aguardo ansioso o Lançamento do DVD, e tenho ctz que logo estará finalizado e sairá a nivel nacional pra ajudar a educar os novos e vou ainda mais longe…deveria ser material didatico obrigatório nos cusros de DJS…
Grande Abraço do Amigo DJ Fabinho Romeu
Cara, o livro nao eh ruim!
Tanto que ja estive com a propria CLAUDIA, e sem ela saber eu estava puto ainda com a forma que a coisa eh contada no livro, no entanto, acabei entendendo atravez do GREGAO que o que ela fez EH VALIDO sim, pois ninguem do meio sentou a bunda pra colocar isso para os mais novos. E pedi desculpas a ela sem falar o pq na epoca!
Que bom que alguem lembrou da classe, pena que nao foi ninguem do meio com propriedade.
O unico problema ali no livro “TODO DJ JA SAMBOU” eh como disse:
Tem MUITA coisa que nao foi contada, e que envolve pessoas que foram citadas no livro.
Coisas importantes.
Faz um teste:
Leia o livro, e assista o history de todos que foram postados ateh agora, e lembre se, que o material que esta disponivel na internet, eh soh 30% do que eu colhi. Tem muito mais coisa gravada que VAI PRO DVD, e ja conta COISAS A MAIS mesmo nas versoes curtas pra internet, do que um livro que ja ta na 3 ou 4 edicao ja.
Ta entendendo?
Fora o fato de esquecer de djs que FIZERAM O ALICERCE junto a muitos que estao ali.
O Tibor no comentario dele foi FELIZ PRA CARALHO de colocar em palavras o que MUITOS acharam soh que nao falaram nada.
E nao eh pq nao citaram o Tibor, o Hunt, o Dantrano ou Ciclano, pelo contrario. Mas pq vc ve que TEM MUITA GENTE ENVOLVIDA que sequer foi lembrada.
E falo mais, mesmo que fossemos citados, nao concordariamos com coisas como por ex, nao citar a zona leste como deveria ou como realmente foi!
Ou pessoas que ela cita no livro de uma forma valorizada que NAO CONDIZ COM O QUE ROLOU.
Ja que eh pra documentar, entao que se faca com propriedade.
Fora o fato que pra mim eh o PRINCIPAL.
Que o livro esta sendo contado por uma perspectiva FORA DA REALIDADE do que REALMENTE FOI e REALMENTE aconteceu, como se alguem tivesse ditado pra ela o que falar, quem procurar, e o que aconteceu, sem ouvir outras partes pra se chegar a conclusao nao exata mas PROXIMA do que rolou.
Pra mim fica facil pois CONHECO PRATICAMENTE TODO MUNDO.
Nem eu que to nessa jossa a 25 anos que acompanhei de fora e depois de dentro quando vim a trabalhar com o grego em 92, acho que tenho moral pra isso. Tanto que fiz com que QUEM FEZ a coisa falasse em VIDEO sobre o que rolou e falaram com MUITA propriedade, pois nao foram citados e sim ELES falam PESSOALMENTE sobre a historia Dj que foi criada POR ELES!
E todos sabem minha posicao em relacao a BOSTA que ta esse mercado com AGENCIAS,CASAS NOTURNAS, MARCAS DE EQUIPAMENTOS, OPERADORAS E MARCAS DE CELULARES ganhando encima do tag DJ sem se preocupar se precisamos ou nao de algo, ou QUEM REALMENTE SOMOS.
Obrigado pelo seu post, volte sempre que quiser!!
Hunt
Bom, eu não vou escrever o que lerás a seguir pra puxar o saco do Hunt. Tanto que um dos motivos pelos quais me afastei do Hunt foi justamente pra não viver nessa ´sombra´ que muitos acham que eu sigo. Tenho minha vida, meu caráter, meu perfil, e conquisto meu espaço pelo meu próprio trabalho.
Porém, ver uma pessoa com uma motivação ÍMPAR, saindo de casa com uma trouxa de equipamentos pra mostrar aos mais novos a história de ícones que fizeram noites memoráveis de muitas pessoas (eu sou uma delas!!!) nas décadas de 70, 80 e 90, é algo muito difícil de se encontrar atualmente.
E eu tive o prazer de participar de algumas dessas gravações. Compartilhei a tristeza de um grande DJ quando retornou a uma grande casa, ri das histórias hilárias de outro grande DJ, mas, o grande fato ao redor de tudo isso é que houve alguém que se dispôs a documentar com olhar crítico todos estes fatos e acontecimentos.
Só pra acrescentar, em todos os momentos, os recursos financeiros eram do próprio Hunt. Não vou me aprofundar, pois sei que ele é um tanto sistemático e, claro, é um problema dele a quantia investida neste projeto.
Mas é um investimento que deixa para as gerações mais novas um conteúdo louvável para quem souber valorizá-lo. Li o livro da Claudia Assef, também, e não posso afirmar com tanta autoridade se o livro inclui ou exclui nomes, cenas, ou atitudes. Opino sobre o que presenciei e, neste caso, o trabalho, a preocupação com detalhes e o compromisso do Hunt em mostrar a história de grandes DJs é algo difícil de descrever em palavras!!!
Hunt, meu muito obrigado pela oportunidade de lhe auxiliar neste projeto. Aprendi MUITO.
Opa, pena que eh um trabalho TAO POUCO valorizado. Ontem estive com o Gregao aqui em casa
justamente falando nisso.
No egocentrismo de TANTOS que JA CHEGARAM LA, e de outros que soh querem aparecer.
E da maioria que se esquece de jogar algo DEVOLTA pro
mercado que tanto desfrutaram, pra justamente deixar sementinhas que possam gerar OUTROS bons profissionais.
Mesmo me sentindo SOH na maioria das vezes, seja em criar coisas positivas para o meio, seja no meu
site pra dar uma voz CRITICA ao nosso meio, continuo acreditando que tenho a OBRIGACAO de deixar algo ai,
pra que se meu filho resolva ser Dj amanha, tenha sorte de pegar um mercado menos mentiroso.
Boa noite amigos,
eu tenho o livro, comprei ele na maior empolgação… Infelizmente, em algumas partes foi decepcionante…
A parte da Zona Leste de SP eu achei muito legal, quis por um momento ter vivido aquela efevercência toda, mesmo sabendo que foi bem mais que aquilo.
A parte que chateou muito, foi quando ela começou a citar sobre o Anderson Noise. Nada contra ele, que é um vencedor e merece estar onde está, e sim por ela deixar a entender que aqui em BH só existiu ele. Antes dele, houveram muitos outros, que assim como a primeira safra de djs de SP, tomou muita pancada, garimpou onde não tinha oportunidades, num tempo onde a informação era escassa e cara.
Ela não mencionou sobre o DJ Alberto, que tocou no Pouso Forçado, na Space, na Trash, e que punha milhares pra dentro nos fds… Sobre o DJ Chambinho que comandava a Olympia, isso com pouco mais de 16 anos, e que colocava 4000 pra dentro tb. Na Olympia, em 90, nós recebemos o Technotronic… Isso não mérito apenas da Toco não…rsrs
Fora eles, tinha o Valdir, o Joseph, o Naasson, o Blau, o Nedu Lopes, o Denys VIctoriano, o Pardal, e outros mais que deram sangue para a coisa aqui fluir. Imaginem em outras localidades… Eu mandei um e-mail para ela reclamando isso… tive respostas????? Adivinhem…
Embora o livro ter trago a mim muitas informações que eu ainda não tinha, algumas não foram citadas – creio que pelo fato de ela não ter esta vivência na cena – e outras mais foram deixadas de lado.
Entretanto, falo uma coisa para vcs: o verdadeiro DJ, o que está na cena, o que já foi, ou o que está por vir que quiser encontrar as verdadeiras origens das coisas, vai saber onde buscar. O pseudo-DJ, o cara que vive de aparências, o que toca meia dúzia de musiquinha manjadas a troco de vodka e pegar menininhas na balada, bem, este não vai buscar os fatos reais, vai engolir o que derem a ele, do jeito que vier. É uma pena que seja assim… Mas uma coisa é certa: quem procura acha…
abs aos amigos deste espaço maravilhoso!!
DjMa
obrigado pelo post ma!